O guideline de 2025 preserva a base criada em 2002, mas traz novidades que refletem uma mudança profunda no ambiente da cardiologia. O laudo agora precisa conversar com prontuários eletrônicos, sistemas de imagem, bases de dados, algoritmos e fluxos assistenciais mais rápidos.
1. Escopo ampliado
O documento de 2002 focava o laudo transtorácico adulto. Em 2025, a discussão inclui laudos transtorácicos, transesofágicos, ecocardiografia sob estresse, suporte circulatório mecânico, exames limitados, laboratórios centrais de pesquisa e achados simples de cardiopatias congênitas em laboratório adulto.
2. Comunicação do rascunho ao laudo final
A atualização diferencia rascunho, laudo preliminar e laudo final. Isso é relevante porque muitos serviços usam medidas lançadas por técnicos, registros internos, pré-laudos e versões que ainda não foram revisadas pelo médico responsável. O guideline reforça que cada etapa precisa ter finalidade e visibilidade adequadas.
3. Achados críticos, urgentes e significativos
O laudo moderno deve ajudar a comunicar prioridade. Não basta registrar uma alteração importante; o fluxo da clínica precisa permitir que achados críticos ou urgentes sejam reconhecidos e comunicados de forma apropriada. Isso aproxima o laudo de uma ferramenta de segurança assistencial.
4. Comparação com exames anteriores e outros métodos
A comparação seriada já existia como intenção em 2002, mas em 2025 ganha muito mais força. O documento também recomenda comparação com ressonância cardíaca e tomografia quando clinicamente relevante. Isso muda a exigência sobre sistemas: o médico precisa acessar histórico, laudos anteriores e dados de forma eficiente.
5. IA e dados estruturados
A inteligência artificial aparece como horizonte real, mas depende de dados consistentes. Sem campos estruturados, terminologia padronizada e armazenamento adequado, a IA fica limitada. A mensagem é clara: antes da inteligência artificial, vem a inteligência do dado.
Como a Medware entra nessa agenda
Os sistemas Laudos Flex e Laudos UX da Medware são relevantes nesse contexto porque foram concebidos para trabalhar com modelos personalizáveis, campos estruturados, variáveis, normalidades, frases, gráficos, assinatura digital, comparações e integrações. Isso permite adaptar o modelo de laudo ao protocolo científico adotado pela clínica, sem transformar o guideline em um texto engessado.
A Medware, em conjunto com o Dr. Luciano Belém, que vem estudando profundamente esses guidelines, tem priorizado desenvolver um modelo de laudo que contemple esses conceitos e permita ao médico brasileiro trabalhar de forma mais alinhada às recomendações atuais, preservando julgamento clínico, clareza e produtividade.